sábado, junho 22, 2024
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Desenvolvimento sustentável: travessias de fauna reduzem atropelamentos de animais em trechos da MS-306

Não são apenas os motoristas que trafegam na MS-306 que já sentem os benefícios dos investimentos destinados a dar mais segurança. A rica fauna sul-mato-grossense também é foco de atenção e já sente os resultados da implantação de pontos de travessia onde os animais conseguem cruzar por baixo das pistas, minimizando risco de atropelamentos.

Duas travessias foram instaladas no ano passado em pontos chaves, onde um levantamento técnico especializado indicou que havia maior demanda. Equipados com galeria, tubulação e câmeras de monitoramento, os dispositivos dão passagem livre para animais silvestres, evitando colisões com veículos. Resultado: menos acidentes e mais vidas salvas, tanto da fauna, quanto dos condutores.

“Estamos finalizando um relatório com o balanço de ações ambientais, mas já podemos apontar resultados importantes sobre as travessias, com números bem melhores no último ano em comparação ao período antes da instalação desses pontos”, conta a engenheira ambiental da WAY 306, Erida Maroto Santos.

Nos trechos de travessia, nos KMs 147 e 210, aconteceram em 2021 o total de 10 atropelamentos. Em 2022, foram cinco casos. E em 2023, houve o registro de somente três animais atropelados.

Fiscalização

O diretor-presidente da Agência Estadual de Regulação (AGEMS), Carlos Alberto de Assis, lembra que “a característica típica de Mato Grosso do Sul favorece a convivência entre homem e natureza, com longos trechos rodoviários afastados de áreas urbanas, onde é preciso que a infraestrutura não desconsidere o meio ambiente”.

Essa é uma realidade nas rodovias concedidas. Os projetos, a instalação e a eficiência dos dispositivos de travessia de fauna são verificados e acompanhados pela Agência Estadual de Regulação (AGEMS), responsável pela fiscalização do contrato de concessão.

“A mesma preocupação que a Agência tem com cada obra e serviço na rodovia, sejam os acostamentos, as sinalizações, os instrumentos de controle de velocidade, envolve também esse tipo de dispositivo, porque é um equipamento importante de segurança para o cidadão que trafega na estrada e para a garantia do desenvolvimento sustentável que é prioridade no Estado”, comenta o coordenador da Câmara Técnica de Rodovias, Edson Delgado.

A AGEMS acompanhou em detalhes a projeção e a implantação dos dispositivos na MS-306, avalizando a localização e a capacidade das estruturas de cumprirem o objetivo de segurança.

O mesmo deverá acontecer com a concessão da MS-112, no sistema viário de 412 quilômetros que envolve também a BR-158 e MS-436, quando estudos indicarem se haverá necessidade das travessias, a quantidade e a localização dos dispositivos.

A engenheira Erida Santos explica que esse tipo de levantamento é feito depois de passado o primeiro ano da concessão, e requer trabalho técnico detalhado para a identificação da presença de animais, a espécie, o comportamento.

 

Fonte: AGÊNCIA ESTADUAL DE REGULAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE MS

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